Como se fazer Sócio

A Associação tem estatutariamente vários tipos de sócios.

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Historial e Missão

A AILPcsh surgiu na sequência de onze  Congressos LUSO-AFRO-BRASILEIROS DE CIÊNCIAS SOCIAIS cuja primeira edição remonta a 1990.Com uma periodicidade tendencialmente bianual, os Congressos têm promovido o desenvolvimento de uma relevante comunidade de cientistas sociais de língua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tome e Príncipe e Timor Leste).  Desses Congressos têm resultado variadíssimas colaborações em pesquisas científicas e importantes publicações.

A AILPcsh foi legalmente constituída como associação de acordo com o enquadramento jurídico português, tendo os seus estatutos sido aprovados em 2 de março de 2012. As principais atividades da associação são a organização do seu Congresso, em regime de itinerância entre os países de língua oficial portuguesa e a criação de plataformas de incentivo e promoção de redes de pesquisa e publicações. A AILPcsh pretende afirmar-se como um canal de política científica fundamental na promoção de um espaço de cooperação entre os cientistas sociais de Língua Portuguesa.

 

Historial CONLAB

 

Desde a sua primeira edição, em 1990, que o CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS tem promovido o desenvolvimento de uma comunidade de cientistas sociais de língua portuguesa. O repto lançado por Boaventura de Sousa Santos em Coimbra, por altura do primeiro congresso, dirigia-se explicitamente à questão da interdisciplinariedade e sublinhava a estreita relação entre as ciências sociais e a democracia. Organizado pelo Centro de Estudos Sociais (CES) e subordinado ao tema “Saber e Imaginar o Social. Desafios às Ciências Sociais em Língua Portuguesa”, o Congresso reuniu alguns dos mais proeminentes cientistas sociais de Portugal, do Brasil e dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP). Em resposta aos objetivos fundadores deste projeto, em cada biênio vêm-se estreitando os laços multilaterais e ampliando as redes e mecanismos de cooperação científica entre investigadores e instituições destes países.

Em 1992, coube ao Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo organizar o II CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS. Nessa ocasião, as grandes linhas de discussão giraram em torno das conseqüências e desafios da modernidade nas sociedades semiperiféricas do espaço luso-afro-brasileiro. O programa deste Congresso teve a particularidade de oferecer três cursos: africanidade, cultura brasileira e cultura portuguesa.

Em 1994, o III CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS debateu o fenômeno da multiculturalidade e foi organizado pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. Subordinado ao tema “Dinâmicas Culturais: novas faces, outros olhares”, o Congresso centrou-se nos novos desafios criados pelas sociedades multiculturais e no papel das ciências sociais no estudo das relações daí emergentes.

Em 1996, o IV CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS debateu o tema “Territórios da Língua Portuguesa – Culturas, Sociedades e Políticas no Mundo Contemporâneo” e a sua organização esteve a cargo do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ). Neste Congresso foi discutida a criação da «Associação Luso-Afro-Brasileira de Ciências Sociais», que seria encarregada da organização dos congressos futuros, de um intercâmbio mais sistemático entre os interessados e da publicação de uma revista.

Em 1998, teve lugar o V CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, o primeiro realizado em África. Foi organizado pela Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, Moçambique e abarcou um leque variado de temas-base: Segurança das Sociedades, Novas Democracias, Artes e Sociedades, Populações e Territórios e Oceano Índico. Decidiu-se constituir a Associação de Ciências Sociais e Humanas em Língua Portuguesa (ACSHELP) e o lançamento de uma publicação própria, a revista Travessias, apresentada como a revista da Associação de Ciências Sociais e Humanas em Língua Portuguesa.

Em 2000, o VI CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS foi subordinado ao tema “As Ciências Sociais nos espaços de língua portuguesa: balanços e desafios” e a sua organização esteve a cargo do Centro Leonardo Coimbra da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Em 2002, o VII CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS realizou-se uma vez mais no Rio de Janeiro. Ao definir como tema dominante “As Linguagens da Lusofonia”, a organização procurou problematizar essa noção da língua partilhada, ao abordar a questão da diversidade das comunidades falantes da língua portuguesa. A organização do Congresso esteve a cargo do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ)/Universidade Cândido Mendes.

Em 2004, o VIII CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS realizou-se de novo em Coimbra com o título “A questão social no novo milênio”, um tema que, presente desde a revolução industrial, vem sendo objeto de debate no vasto leque das ciências sociais seja no sentido da manutenção de mecanismos de integração social, seja no âmbito de processos de reivindicação por parte de sindicatos e movimentos sociais em vista de uma sociedade mais justa e solidária. Estas temáticas, no quadro da relação Norte-Sul, exigem da parte das ciências sociais maiores responsabilidades na análise e reflexão sobre as conseqüências da atual globalização econômica.

Em 2006, o IX CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS realizou-se desta feita em Luanda. O tema deste congresso, “Dinâmicas, mudanças e desenvolvimento no século XXI”, refere situações com que se defrontam as sociedades modernas, pelo que as sugestões dos painéis apresentados respondem a preocupações que parecem comuns a todos os países participantes e possibilitam, ao mesmo tempo, expressões diferenciadas de comunicações individualizando identidades e idiossincrasias societais/nacionais.

Em 2008, o X CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS realizou-se em Braga (Portugal). Tendo como pano de fundo a diversidade e a complexidade de realidades sociais em sociedades geográfica, histórica e sociologicamente diferenciadas como as lusófonas – e desiguais entre si e no seu próprio seio a nível territorial, econômico, político e cultural –, o desafio que se colocou aos participantes foi o de contribuir para problematizar, analisar e aprofundar o conhecimento dessas realidades na atual época de globalização, confrontar as diversas mundividências e paradigmas teóricos em presença.

Em 2011, o XI CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS realizou-se no Brasil (Salvador), tendo sido organizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). O congresso teve como tema “Diversidades e (Des)Igualdades” abarcando onze “eixos temáticos” ligados aos temas das religiosidades, direitos e cidadanias, cultura e pluralismos, saúde, memória, territorialidades, conflitos, literaturas e artes, Estado, ciência e recursos naturais. Foi neste congresso que, em Assembleia Geral, se criou a AILPcsh, tendo sido aprovados os seus estatutos e eleitos os órgãos sociais para o primeiro mandato da associação.

Em 2015, o XII CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS realizou-se em Portugal (Lisboa), tendo sido organizado pela Universidade Nova de Lisboa (FCSH/UNL). O congresso teve como tema "Imaginar e Repensar o Social: Desafios às Ciências Sociais em Língua Portuguesa, 25 anos depois". O evento teve como objetivo buscar a institucionalização de parcerias no domínio da pesquisa em Ciências Sociais e Humanas nos países de Língua Portuguesa, procurando constituir um espaço de exploração, promoção de ideias e projetos relevantes para o desenvolvimento da paz, da democracia e da inclusão num contexto global de profundas e rápidas transformações. Foi também uma oportunidade para os cientistas sociais que produzem em língua portuguesa e nos países falantes do português realizarem a reconstrução reflexiva e crítica dos 25 anos do CONLAB. 

 

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